Inovação na Advocacia: Bots X Sistemas jurídicos convencionais - entenda a diferença

No último post (clique aqui para ler), falamos sobre as dores dos advogados ao produzir contratos e petições, citamos as vantagens da automação dessa tarefa e demos alguns exemplos do que o ELI – o primeiro robô assistente de advogado – é capaz de fazer, após ser ensinado. Agora nos vamos fazer um rápido comparativo entre Bots X Sistemas jurídicos convencionais, as vantagens que você têm ao investir no ELI e o quanto pode ser rentável.

O mundo do tecnologia está tão rápido que às vezes não conseguimos identificar do que estamos tratando. O título “bots”, na realidade é um apelido, ou um diminutivo para “robots”, ou, em português, robôs. Nem todos os robôs são físicos, somente alguns, como aqueles que fazem tarefas automatizadas nas fábricas ou aqueles que aparecem em talk shows. A grande maioria deles é digital, ou seja, um programa de computador, e estes é que têm o apelido de “bots”.

Robôs estão na mídia, e em muitos setores, cada vez mais na moda. No direito, estão se inserindo nos escritórios, nas empresas, nos órgãos públicos, e, em países como o Reino Unido, prestam serviços legais para o público sem que necessariamente estejam ligados a um escritório tradicional, mas sim, a empresas mistas entre escritórios e empresas de tecnologia, denominados Alternative Business Structures (Estruturas Alternativas de Negócios).

Quando você liga para uma operadora ou escreve em um chat e é atendido por uma máquina, às vezes é difícil até de identificar se esse atendimento está sendo realizado por um não-humano.

Quando você joga um videogame contra a máquina, quem joga contra você é um robô.

Os robôs vão cada vez mais se relacionar com a sua vida, no trabalho ou fora dele. E estão sendo cada vez mais utilizados porque trazem uniformidade, eficiência, confiabilidade, e reduzem o custo e permitem absoluto controle sobre a tarefa que é automatizada.

Então, se trazem todos esses benefícios, porque não poderiam trazer para a atividade dos advogados?

Basta perder o medo e conhecê-los melhor.

Robôs não fazem tudo. Fazem só aquilo para que são programados.

Usam algoritmos, que são traduções em lógica matemática, traduzida para linguagem de programação, de fluxos de trabalho, com ou sem a tomada de decisões. Podem recolher dados, classificar, ordenar, tomar decisões pré-programadas, e mesmo aprender a mudar estas decisões. Esta última capacidade de se auto-modificar se chama machine learning, ou deep learning, dependendo do nível de modificação que a programação é capaz de fazer.

Mas, no final das contas, precisam ser programados para isso. Quanto mais tarefas cumprem, e quanto mais complexas elas forem, maiores e mais complexas serão as programações dos robôs.

No universo jurídico, existem desde robôs de alta complexidade, até aqueles que são programados para lidar com tarefas mais simples e repetitivas.

Qual a principal vantagem para o advogado na utilização de Bots X Sistemas jurídicos

Primeiramente, pode-se pensar em duas vantagens imediatas:

  1. Tempo
  2. Confiabilidade

As tarefas repetitivas tomam um tempo enorme de seu dia, e exigem que sejam feitas — apesar de repetitivas — com a mesma atenção de uma tarefa que é de maior complexidade. Bots, como o ELI, fazem esta tarefa repetitiva em uma fração do tempo que o humano faria, e fazem sempre da mesma maneira, nunca erram por falta de atenção.

Para se avaliar a real possibilidade de utilização de robôs, devemos entender que em quase toda atividade humana, e na advocacia em particular, as tarefas são sempre processos, que seguem um fluxo de atos. Recolher informação, avaliar, decidir, oferecer uma resposta à informação recolhida, é basicamente toda a atividade jurídica. Esta ideia de processos contínuos pode ser cada vez mais dividida em fluxos menores e sub-rotinas, que nós realizamos automaticamente em nossos cérebros, e muitas vezes de forma simultânea.

Quanto mais pudermos identificar estas etapas, e com maior minúcia e precisão, cada vez mais faremos robôs que atendam às nossas necessidades naquilo que já aprendemos a fazer.

Isto quer dizer que, naquelas tarefas nas quais as nossas decisões seguem um conjunto de regras de avaliação e de conduta que nós, advogados, fazemos com segurança suficiente para não questionar se as decisões estão corretas, não é necessário que nós façamos as mesmas coisas do mesmo jeito, sempre.

Exemplos de utilização de Bots no dia a dia do advogado

Vamos dar alguns exemplos: O ELI pode buscar processos no andamento dos Tribunais, e simplesmente mandá-los para você em um email. Já é muito, não é? Quanto tempo ele economizou do seu tempo, de buscar em todas as páginas do diário oficial e de entrar no sites de cada Tribunal, para os processos de seu escritório?

Mas ele pode fazer ainda mais: pode verificar qual é o andamento e colocar estes andamentos na sequências que você costuma fazer (seja em uma planilha do Excel, seja em um programa de gestão de processos, seja no Evernote, em uma pasta do Dropbox, etc…).

Já economiza ainda mais de tempo, não?

Mas seria ainda melhor se você pudesse organizar esses andamentos em suas pastas, ou planilhas, por prioridade, não? Pois você pode programar o ELI para apresentar as informações em uma certa ordem predeterminada, que você considere a mais útil, de acordo com suas prioridades.

E, se forem prazos judiciais, que tal se o bot já calculasse e agendasse esses prazos, colocando-os em sua agenda — e conhecendo os dias úteis, feriados, finais de semana?

Economiza tempo de ficar calculando o calendário, não? E você pode agendar com alertas: 48 horas antes do final do prazo, por exemplo. E se o prazo não for para você, sempre é possível atribuir a realização do prazo a alguém da sua equipe, e o ELI vai alertar se a pessoa cumpriu o prazo no prazo que você estipulou e que lhe permite revisar sem atropelo. Já economiza tempo de se preocupar com o que o colaborador está fazendo — o robô faz isso por você.

Esses fluxos de tarefas são intermináveis, pois sempre se pode mapear uma pequena rotina e automatizá-la, bastando que seja útil essa automatização para o escritório. Seu robô pode tornar-se cada vez mais especializado, e cada vez mais minucioso.

Um outro bom exemplo de utilização de robôs na advocacia é o LEGALNOTE – um produto TIKAL TECH – que, diferente dos sistemas convencionais, busca as informações nas fontes oficiais (Diários Oficiais e Tribunais) e entrega ao advogado a informação exata de forma automática. Ou seja: o robô denominado de crawler trabalha 24 horas por dia buscando atualizações dos processos dos advogados, organizando essas informações de forma coerente, notificando o usuário e entregando a informação no email, na dashboard do LEGALNOTE e, se você desejar, em sistemas de organização de documentos na nuvem (Google Drive, Evernote, Dropbox e Onedrive..). Assim você ganha um tempo precioso em sua rotina.

Conheça-o-LegalNote

Sempre também se pode acrescentar uma nova capacidade ao ELI

imagine incrementar o trabalho de recolher as publicações, com a identificação do que elas contêm: por exemplo, em ações repetitivas, você pode agregar petições com conteúdo pré-formatado: quesitos, indicação de assistente técnico e outras mais. É mais tempo economizado.

Da mesma forma, quem trabalha na advocacia consultiva, o ELI poderá compor documentos — contratos, títulos, termos, procurações — a partir de informações e opções que você o ensine a realizar (você pode ver mais como um robô pode ser útil na geração de documentos automatizados clicando AQUI). O recorte-e-cole a partir de um contrato, com todos os seus riscos e erros de desatenção, acabarão. Da mesma forma, por exemplo, uma mudança de mandatário em um conjunto de procurações (ou contratos sociais, ou assembleias) poderá ter reflexos em outros documentos (o que é muito comum em grupos de empresas, não?) e o robô poderá detectar esses reflexos e modificar automaticamente também os outros documentos.

Os denominados smart contracts (contratos inteligentes) também podem ser administrados por robôs: uma data de vencimento, um vencimento de garantia, a necessidade de renovação de uma autorização, quaisquer eventos contratualmente detectáveis podem ser alertados e gerenciados pelo robô, que poderá realizar uma tarefa, emitir um alerta, mandar e-mail para o cliente, etc. …

Mas lembre-se: Como comentamos NESTE POSTO ELI somente faz aquilo que você ensinar a fazer — inclusive aprender com a própria rotina. Logo, o bot não substitui o advogado, mas apenas faz aquilo que ele pode terceirizar — aquilo que ele pode instruir a fazer do mesmo modo e sem supervisão imediata.

Sistemas jurídicos NÃO automatizam tarefas

Já os sistemas jurídicos que existem hoje não são robôs, porque dependem sempre do seu comando para realizar a próxima tarefa. Não podem aprender a tomar decisões. Dependem sempre da sua atividade para a inserção de dados.

A maior diferença entre Bots X Sistemas jurídicos convencionais é que os sistemas “dependem sempre do comando para realizar a próxima tarefa… não podem ser ensinados a tomar decisões…não economizam tempo.”

Com isso, não economizam seu tempo, porque, muito embora seja mais rápido trabalhar com eles do que trabalhar com papel, eles não automatizam fluxos: cada comando deverá ser seu, em tempo real, e ele não trabalha sem a sua presença e impulso imediato.

Também os sistemas jurídicos tradicionais não podem ser ensinados a tomar decisões e, portanto, escolher entre alternativas que você puder oferecer a ele, mediante o preenchimento de certos requisitos que ele deverá verificar. Você é que terá de verificar estes requisitos em cada caso, ou em cada processo, e tomar a decisão e realizar a tarefa ou o comando correspondente.

Os sistemas jurídicos tradicionais não entendem o conceito de processo, mas simplesmente, tarefas individualizadas, sem uma conexão entre elas. Quem dirige e faz esta conexão é o advogado, que gasta seu tempo e sua atenção com a repetição de tarefas.

Portanto, consegue visualizar um bot atuando como um assistente de advogado? Você – entusiasta e investidor de novas tecnologias – já pensou em investir em um bot focado no setor jurídico?

Entre em contato conosco, tire suas dúvidas sobre o ELI e faça parte desta inovação